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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Rua das Flores - Rua XV de Novembro - Avenida Luís Xavier



Esta rua nasceu no século 19, com mudança de vários nomes, devido a questões políticas, ampliou-se e hoje é a rua que os curitibanos fazem suas compras, com segurança, pernanecendo na memória de quem viveu e ainda vive esta história. Planos, medidas e ações. Memórias, que até hoje, são lembradas por poucos. Políticos, empresários tradicionais, entre outros personagens que planejaram a capital.

Em 26 de julho de 1854, quando Curitiba foi declarada oficialmente capital da Província do Paraná, um mapa da cidade já revelava a existência da Rua das Flores, então com apenas três quadras, no trecho entre as atuais Ruas Dr. Muricy (então Rua da Assembléia) e Barão do Rio Branco (à época, inexistente).
As casas de madeira e seus jardins com cercas e floridos, justificando o nome da rua, contrastavam com a lama, em dias de chuva, e o pó, em dias quentes.

Curitiba tinha então 5.819 habitantes e 308 casas. A iluminação pública era feita com 30 lampiões, alimentados a azeite de peixe. Três anos depois, existiam na cidade as Ruas Carioca de Baixo (depois do Comércio, atual Marechal Deodoro), paralela à Rua das Flores, e seu prolongamento ao Sul a Rua da Entrada, depois Aquidaban e atual Emiliano Perneta.

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As Ruas da Assembléia e do Rosário eram as principais transversais. Ao Norte, acima do Páteo da Matriz (atual Praça Tiradentes), estavam as ruas fechadas (José Bonifácio), Direita (13 de Maio) e Saldanha Marinho (Presidente Carlos Cavalcanti). E a Leste, as ruas do Nogueira (Barão do Serro Azul), do fogo (São Francisco), da Carioca (Riachuelo) e a Estrada da Marinha, atual Avenida João Gualberto, saída para quem se dirigia ao Litoral.

A visita de D. Pedro II e comitiva imperial à cidade, em 1880, transformou Rua das Flores em Rua da Imperatriz e a sua paralela, até então Rua do Comércio, em Rua Marechal Deodoro, nome oficial até 1889, homenagem à imperatriz Thereza Christina. Com a proclamação da República, e que resultou no exílio dos monarcas, passou a se chamar Rua 15 de Novembro.

Mais um pouco da sua história

1850 - A Rua das Flores consta do primeiro mapa oficial da cidade e tem três quadras, ligando o Rua do Jogo da Bola, depois da Assembléia (Dr. Muricy) à ainda inexistente Rua da Liberdade (Barão do Rio Branco). Os jardins são floridos, mas a rua tem muitos buracos, pó e lama. A cidade tem 308 casas e 5.819 habitantes.

19 de dezembro de 1853 - Emancipação do Paraná da Quinta Comarca de São Paulo. A paralela da Rua das Flores, onde se concentra o comércio, e a Rua Carioca de Baixo, depois do Comércio, atual Marechal Deodoro.

1871 - Surge o Largo do Oceano Pacífico, que no ano seguinte muda de nome e passa para Largo General Osório. O espaço surge simultaneamente à abertura da Estrada do Matto Grosso (atual Rua Comendador Araújo). Até então, a área onde também se encontra a atual Avenida Luís Xavier é um grande banhado.

1880 - O imperador D. Pedro II e a mulher, Thereza Christina, visitam Curitiba. A Rua das Flores passa a se chamar Rua da Imperatriz. E a área central que servia de depósito de lixo que é a atual Praça Santos Andrade, de Largo Thereza Christina.
É nesse período que começa a existir o trecho mais tarde conhecido como Avenida Luiz Xavier, que liga a Praça Osório à Travessa Oliveira Belo. Homenagem ao primeiro prefeito reeleito de Curitiba, que também foi deputado estadual, federal e secretário do Interior, da Justiça e das Finanças do Paraná.
De estreita e mal-iluminada, a rua de construções acanhadas ganhou novo visual no início do século 20, quando ali se instalaram nomes tradicionais do comércio como: Wendler, Glaser, Hauer e outros, vendendo de secos e molhados ferragens e cristais a roupas feitas, tecidos importados, chapéus e calçados.

1901 - A Prefeitura executa obras de paisagismo na Praça Osório, com o plantio de árvores alinhadas. Em 1909, a praça recebe os primeiros monumentos. A Rua 15 também se tornou endereço de alfaiates, modistas, lojas de jóias e presentes finos, além de confeitarias, cafés e restaurantes, bem como hotéis que marcaram época. Não tardou para que, ainda na década de 1920, surgissem os dois primeiros prédios no trecho da Avenida Luís Xavier: o Palácio Avenida, mandado construir pelo imigrante libanês Feres Mehry, e o Edifício Garcez, o primeiro "arranha-céu" de Curitiba, homenagem ao seu construtor, o engenheiro e prefeito João Moreira Garcez.

1913/1914 - Na gestão do prefeito Cândido de Abreu, a Praça Osório recebe melhorias e tratamento paisagístico. A praça ganha um relógio, doado pela comunidade, montado sobre um pedestal de granito, que marca o horário oficial da cidade, e que fica a poucos metros do acesso principal, para quem chega a Avenida Luiz Xavier.

Primeira década do século 20 - De estreita, mal-iluminada e empoeirada, a Rua 15 de Novembro, que já se estende até à altura da atual Rua Ébano Pereira, ganha pavimentação com paralelepípedos e atrai tradicionais casas comerciais citadas anteriormente.

1929 - O imigrante libanês Feres Mehry constrói o Palácio Avenida no final da Rua 15 e início da Avenida Luiz Xavier. No outro extremo, junto à Praça Osório, no mesmo ano, Moreira Garcez constrói o primeiro "arranha-céu", o Edifício Garcez, com oito pavimentos, e que durante algum tempo foi o terceiro mais alto do Brasil.

1930 - A Avenida Luiz Xavier muda de nome e passa a se chamar João Pessoa. Homenageia o político paraibano, candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas à Presidência da República, em 1930, assassinado por questões políticas na Paraíba. A avenida volta a ter o nome original a partir de 1966.

Década de 1930 - A Rua 15, ainda estreita, é o principal via central, passagem obrigatória de todo o tráfego de veículos e de inúmeras linhas de ônibus que circulam no sentido Oeste/Leste. A Avenida Luiz Xavier passa a ser conhecida como Cinelândia, porque reúne quatro cinemas na área: o Avenida, que funcionava no Palácio Avenida; o Palácio, no Edifício Garcez, além dos Cines Odeon e Ópera, ao lado oposto dos prédios. O período áureo dos cinemas dura até a primeira metade dos anos 70.

1934 - Inaugurada a primeira sede curitibana dos Correios e Telégrafos, na esquina das ruas 15 de Novembro e João Negrão. Todo em granito, o prédio segue a arquitetura típica dos prédios públicos construídos no governo Getúlio Vargas.

1938 - Iniciada a construção do Braz Hotel, na Avenida Luiz Xavier, 65. Com projeto do engenheiro João Wenceslau Ficinski Dunin (pai do arquiteto e ex-presidente do Ippuc e Sedu, Lubomir Antonio Ficinski Dunin), o prédio tem 10 andares e é o segundo "arranha-céu" da cidade. O novo hotel, administrado pelo casal Luiz e Maria Cândida Braz, inaugura-se em 1941.

Final da década de 30 a meados da década de 40- Durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945), a maior parte dos veículos que circulam na cidade são movidos a gasogênio. Tambores que queimam carvão, instalados na parte traseira dos carros, substituem a gasolina, cara e praticamente inexistente durante o período do conflito. O combustível alternativo polui a região central.

1943 - Implantado em Curitiba o plano do urbanista francês Donat-Alfred Agache, que dava à cidade uma nova ordenação de seu espaço urbano. As prioridades incluíam o saneamento, descongestionamento de ruas e estruturação de centros para permitir o desenvolvimento da vida social e cultural. Entregue na gestão do prefeito Alexandre Beltrão, o plano só foi parcialmente implantado, dele restando as grandes avenidas, as galerias pluviais da Rua 15 de Novembro, o recuo obrigatório de cinco metros para novas construções - como a Galeria Agache, na Rua 15, entre as ruas Monsenhor Celso e Marechal Floriano, e previsão de áreas para o Centro Cívico, o Centro Politécnico e o Mercado Municipal.

Década de 1950 - A Rua 15 e a Avenida Luiz Xavier são referências para encontros de parte da população nas livrarias, cafés, lojas de artigos finos e restaurantes. Predominam os veículos importados e o footing das alunas da Escola Normal (Instituto de Identificação) e do Colégio Estadual do Paraná.

Em 1957 na Boca Maldita, surgiram as salas de projeção cinematográfica, transformando a região na chamada Cinelândia. Além do Cine Avenida, no edifício homônimo e do Cine Palácio, inclusive não deixando assistir os filmes, sem o uso do paletó, no Garcez. Ali funcionavam ainda os cines Odeon e Ópera, e na Rua Voluntários da Pátria, o Cines Curitiba. Era tradicional a troca de gibis, entre a mulecada, fora do Cines Curitiba para arrecadar dinheiro para entrada.

Anos mais tarde, também se instalaram à poucas quadras da avenida os cines Arlequim, na Rua Cândido Lopes, e o Luz, que em uma chuva muito forte os espectadores corriam para fora. Situado até hoje e em funcionamento na esquina das ruas Marechal Deodoro e Dr. Muricy, defronte à Praça Zacarias.

1964 - O prefeito Ivo Arzua Pereira acata a proposta elaborada por estudantes e professores de Engenharia e Arquitetura da Universidade Federal do Paraná, que acreditavam no desenvolvimento urbano e num planejamento ordenado para Curitiba. Os recursos para o projeto vêm da Companhia de Desenvolvimento do Paraná - a Codepar, depois transformada em Banco de Desenvolvimento do Paraná - Badep. Após concorrência nacional, vence a empresa Serete, de Isaac Milder, que, com o urbanista Jorge Wilheim e técnicos da Prefeitura de Curitiba, faz o Plano Diretor. Os trabalhos são coordenados pela recém-criada Assessoria de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Appuc), que em 1965 se transforma em Instituto - o Ippuc.
Até o final de sua gestão, em 1966, Arzua também revitaliza o centro, alargando as ruas 15 de Novembro, Marechal Deodoro e Cruz Machado, entre outras. Constrói uma pérgola em concreto armado na também alargada Travessa Oliveira Belo.

1971 - Jaime Lerner, ex-presidente do Ippuc, assume como prefeito e implementa o Plano Diretor, promovendo mudanças básicas na economia, no espaço físico da cidade e nos costumes da população. O adensamento urbano se dá ao longo dos eixos estruturais, por onde também trafega um novo sistema de transporte de massa de grande capacidade.
No mesmo ano, por intermédio de um decreto, o município cria e define os limites do chamado Setor Histórico. Abriga a parte antiga da cidade, onde estão ruas e construções que serão preservadas. A área é parcial, ou totalmente, bloqueada ao tráfego, privilegiando-se a circulação de pedestres. O Setor compõe-se basicamente pelas Ruas José Bonifácio, São Francisco, Duque de Caxias, Saldanha Marinho e trecho da Mateus Leme. O Largo Coronel Enéas (da Ordem), Rua Claudino dos Santos, Praça Garibaldi, e Ruas Jaime Reis e Dr. Keller.

Até 1972, a principal rua central servia de passagem para várias linhas de ônibus no sentido Leste/Oeste e endereço de footing. Primeiro com carros importados, com Vanguard, Buick, Austin, Ford Taunus, Oldsmobile, Packard e De Soto, os motoristas flertavam as alunas da Escola Normal e do Colégio Estadual do Paraná que faziam da Rua 15 a passarela obrigatória.

Com o advento da indústria automobilística nacional, o ir e vir passou a ser feito a bordo dos sempre lembrados Fuscas, de Sinca Chambord, Renault Dauphine e Gordini, DKW Belcar ou Vemaguet, e mais tarde pilotando-se Chrysler Esplanada ou Dart, Charger, Ford Corcel, Chevrolet Opala, Volks Zé-do-Caixão ou Variant, bem como as Brasílias e ousados modelos como SP-2 e Brasinca Uirapuru.

Com a inauguração do calçadão, em 1972, os carros deixaram a cena e a rua foi tomada pelos pedestres. Em 30 anos, casarões deram lugar a edifícios, o comércio mudou de perfil e vende produtos populares nos shoppings direto da fábrica, mas alguns endereços tradicionais sobrevivem.

Os hábitos de quem anda pela Rua 15 mudaram. As passadas largas foram trocadas por um bate-papo com amigos nas mesas em plena rua e defronte aos bares, um café ou uma olhada nas vitrines de lojas, hoje protegido pelas câmeras que monitoram o trecho que vai da Universidade Federal à Praça Osório. Um seguro shopping a céu aberto.

1972 - O ano começa com o bloqueio parcial da Rua 15 de Novembro e Avenida Luiz Xavier aos carros. O trecho entre a Praça Osório e a Rua Dr. Muricy se transforma em estacionamento administrado pela Urbs. O Proparq antecede o atual Estacionamento Regulamentado (EstaR). Permite-se apenas o estacionamento em frente, no trecho delimitado por correntes e guaritas. Na sexta-feira, 18 de maio, após às 18h e encerramento das ações do Poder Judiciário, o trecho é transformado em calçadão exclusivo para pedestres. As obras realizam-se em 48 horas, no final de semana, impedindo a interposição de liminares pelos comerciantes revoltados com a medida.
O calçadão ganha moderno e exclusivo mobiliário urbano, predominando o acrílico. Domos e luminárias são marca registrada do novo visual. Carros dão lugar às mesas espalhadas sobre a calçada, dando à rua ares de boulevard francês. Os carros contornam o centro preservado pelo Anel Central de Tráfego Lento.

Também fecham-se as transversais Monsenhor Celso (trecho Marechal Deodoro/Praça Tiradentes); Travessa Oliveira Bello, integrando-a à Praça Zacarias; e a rua que margeia o casario paralelo às praças Generoso Marques/Borges de Macedo. Ainda é redesenhado o espaço do Marco Zero, defronte à Catedral.

Início de 1974 - Concluídas as obras do calçadão da Rua Senador Alencar, ligando a Praça Osório à Ruy Barbosa, que também passa por remodelações para se tornar o maior terminal central do Sistema de Ônibus Expresso. O pedestre já pode ir da Praça Ruy Barbosa ao Setor Histórico, atravessando apenas alguns cruzamentos transversais ainda abertos aos carros no centro.

1996 - Concluídas as obras de remodelação que transformam a Praça Ruy Barbosa no maior e mais moderno terminal central de transporte. Além da grande esplanada, novo mobiliário urbano, com destaque para as estações-tubo que recebem os usuários dos recém-implantados ônibus expressos biarticulados. Cada veículo tem 25m de extensão, e os tubos substituem os antigos domos de acrílico instalados nos pontos de embarque e desembarque.

Agosto de 1997 - O prefeito Cassio Taniguchi anuncia a revitalização do centro urbano a partir da Rua Comendador Araújo, que será alargada da Rua Visconde de Nácar ao Batel, implantada saíndo do Instituto Paranaese de Cegos na Rua Visconde de Guarapuava ganhando a primeira pista tátil do país, para portadores de deficiência visual. As obras de infra-estrutura para evitar cheias na região, com investimentos de R$ 514 mil, iniciou em janeiro de 1998. Foram executadas em seis meses. A rua foi inaugurada com nova iluminação, pista de rolamento mais estreita e calçadas mais largas, com toda infra-estrutura e novo mobiliário.

Durante o ano, a prefeitura conclui o calçadão da Rua 15 de Novembro, completando o trecho que vai da Rua Monsenhor Celso à Rua Presidente Faria, junto ao Correio Velho. O trecho Praça Osório/Monsenhor Celso foi executado em 1972.

Início de 1999 - O prefeito anuncia para o início do segundo semestre as obras de revitalização do calçadão da Rua 15 de Novembro, e também da Praça Osório. É a primeira vez que o complexo sofrerá remodelações, 27 anos após sua implantação. Também anuncia a instalação de câmeras de vídeo, monitoradas numa central a ser construída na praça, reduzindo risco de assaltos a pedestres da Avenida Luiz Xavier à Rua Presidente Faria.

Ano 2000 - Durante todo o ano, as obras iniciadas na segunda metade de 1999, reúnem a prefeitura e várias concessionárias de serviços, agilizando os trabalhos e evitando atraso no cronograma, o que ocorre pela primeira vez na cidade. Ao longo da Rua XV há reforma e modernização das redes subterrâneas de água, esgoto, energia elétrica, telefonia e telecomunicações. Depois, a instalação de novo piso, paisagismo e troca do mobiliário urbano. A central de monitoramento de TV foi montada no posto construído na Praça Osório, sofreu reforma de paisagismo e ganhou centro poliesportivo.

Ao longo do ano, a prefeitura também incentiva a revitalização do eixo formado pelas ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo, visando a preservação do patrimônio arquitetônico ali existente.

2001 - 31 de março - Dentro da programação dos 307 anos da cidade, Cassio entrega à população nova Rua XV e a Praça Osório, além do conjunto que abriga cafés, lanchonetes, bancas de revista e a Boca do Brilho, onde trabalham os lustradores de calçados.

Reeleito, o prefeito Cassio Taniguchi anuncia a política de revitalização de imóveis históricos centrais, complementando o programa iniciado há 30 anos.

As propostas incluem a velha capela do antigo Colégio Santa Maria, em ruínas, na esquina das ruas Conselheiro Laurindo e Marechal Deodoro; a Casa Hoffmann, destruída por um incêndio, defronte ao Memorial da Cidade, na Rua Claudino dos Santos, e o imóvel que foi sede das Óticas Curitiba, na Rua Monsenhor Celso, entre outros.

Na proposta, a capela abriga a Camerata Antiqua, da Fundação Cultural; a Casa Hoffmann, a Escola de Dança de Curitiba, e as Óticas Curitiba, um Liceu e central de monitoramento da área central, da Polícia Militar. A reforma do casarão no Setor Histórico iniciou-se no final do ano.

Março de 2002 - Começam as obras de revitalização de dois imóveis históricos: as Óticas Curitiba, na Rua Monsenhor Celso - uma edificação de 1919, e a Casa Hoffmann, a primeira construída pelo imigrante austríaco Hilário Hoffmann, em 1879, na Rua Claudino dos Santos (Setor Histórico). Os recursos para a reforma são do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do Governo do Paraná.

Março de 2003 - O prefeito Cassio Taniguchi participou da reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, quando apresentou o projeto do novo eixo metropolitano de transporte que será implantado na BR-116 antiga 476. A proposta da Prefeitura é transformar a rodovia numa grande avenida, com empresas de comércio e prestação de serviços ao longo dos 25 km de trecho urbano. "Esse projeto vai mudar substancialmente a estrutura urbana da cidade", afirmou Cassio.

Com as obras de urbanização e a implantação de linhas rápidas de biarticulados na nova avenida, a tendência é que as margens da rodovia comecem a atrair a instalação de lojas, shoppings, mercados, escritórios e residências, formando um novo corredor para o crescimento econômico da cidade.

As obras de urbanização da rodovia vão começar no segundo semestre. A primeira etapa do trabalho será a revitalização do trecho Sul da BR-116, numa extensão aproximada de 11 quilômetros, que vai do Pinheirinho ao centro da cidade.

Personagens da Rua XV em Curitiba.
Temos muitos personagens nesta cidade, uma delas é a "Mulher da Cobra" ou "Borboleta 13" que vende bilhetes de loteria. Temos também a "Estátua Branca" que com poucos movimentos atrai turistas ganhando o seu sustento. Há outro, que percorre o calçadão com gritos, fugido certamente do hospício, ergue e abaixa sua maleta, protestando contra o mundo. O "Mímico" também distrai os transeuntes que por alí trafegam. Imitando cada um, com sua habilidade, diverte os que sentados nos barzinhos tomam um chopinho sentado, vendo o tempo passar. Também temos o "Mineiro do Gato Mia" que batendo em uma caixa ou um saco, com um apito em sua boca, faz "miar" o gato, assim, vendendo o seu apito. Não esquecendo do "Óil Man" que em sua bicicleta vestido somente de uma sunga e o corpo envolto em óleo, em dias de frio e calor, percorre a cidade e o litoral com suas pedaladas. Até no Jô Soares já foi entrevistado. Personagens estes, que merecem esta matéria no Portal Turismo Informativo!

Teatros de rua ocorrem com naturalidade, o Festival de Teatro tem todo ano e também rodas de capoeira, músicos tocando sax, violão ou acordeon. As apresentações são durante o dia e quando a noite cai, a Rua XV fica iluminada e o trânsito de pedestres continua com segurança.

Venham conhecer nossa cidade onde o dia e a noite imitam a arte. Cidade abençoada. Apareçam!

domingo, 19 de outubro de 2014

Rua Treze de Maio

A partir da segunda metade do século XIX a atual Rua Treze de Maio já possuía a denominação de Rua Direita. Na época, a via era bastante conhecida pelo fato de abrigar a residência de Major Floriano Berlintes de Castro. Ainda na década de 1860 ganhou calçamento que teve início no “canto do beco da Ordem Terceira” e se estendeu até a Rua Riachuelo. Em 1861, a Rua Direita viria a ser chamar Rua Direita dos Alemães – em razão da forte presença da etnia que transitava e realizava comércio na região.
O aspecto pacato e rural perdurou até os anos de 1880. Em 1886, com a inauguração do Passeio Público, o local passou a receber uma maior valorização. Alia-se a isto o fato de Curitiba ter vivido no período a prosperidade com o comércio da erva-mate e a exploração da madeira.
Destaque para as construções antigas da via, como por exemplo, a Casa dos Guimarães – destinada residência da alta burguesia no século XIX e que serviu de ponto comercial posteriormente. Após um incêndio em 1979, o local foi totalmente recuperado e atualmente é sede do Ponto de Cultura Solar dos Guimarães. A via também abriga o Teatro José Maria Santos – antigo Teatro da Classe e Teatro 13 de Maio; além do Lala Schneider; Edson D’ Ávila; e o Barracão EnCena.
Apesar das antigas pedras de paralelepípedos terem dado lugar ao asfalto em 1975, a Rua Treze de Maio ainda é característica do Centro Histórico com seus imóveis e prédios de baixa altura. O nome Treze de Maio veio em referência ao Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, registrada em 13 de maio de 1888. A Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel.
Referências:
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.
IPPUC. Nome de Rua. Disponível em <http://ippucweb.ippuc.org.br>.
JORNAL DO CENTRO CÍVICO (Gilmar Filipack). Rua Treze de Maio: Sua história e seu tempo presente. 2004.

Rua José Bonifácio

A história da Rua Fechada nos remete ao início do desenvolvimento de Curitiba. Com a chegada dos desbravadores em busca do ouro e a instalação do Pelourinho, no ano de 1668, simbolizando o Reino de Portugal, os moradores recém chegados a região passaram a procurar locais próximos para servir como residência.
O espaço escolhido se encontrava próximo onde atualmente está localizada a Catedral Basílica de Curitiba, tendo ao norte a futura Igreja da Ordem, considerada a primeira na história da cidade. Estava assim, formada a pequena viela que pode ser considerada a pioneira do atual desenho de Curitiba. O nome de Rua Fechada é em função da demolição da velha capela de pau a pique, que mais tarde acabou se transformando na Igreja Matriz e atualmente na Catedral de Curitiba. Como a nova construção se localizava na rua, o local acabou ficando impossibilitado de receber tráfego, recebendo assim o seu primeiro nome. Com a chegada da Catedral, a Rua Fechada voltou a ter livre acesso para se tornar um importante centro comercial da época.
O atual nome, José Bonifácio, veio em 1886 para homenagear José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido como ‘’Patriarca da Independência’’ pelo fato de ter atuado decisivamente no contexto da época. A Rua José Bonifácio se localiza no Centro de Curitiba e liga a Praça Tiradentes ao Largo da Ordem.
Referências:
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p

Rua Pres. Carlos Cavalcanti

A Rua do Saldanha é a atual Rua Presidente Carlos Cavalcanti. O nome atual é em homenagem ao ex-presidente do Paraná, Carlos Cavalcanti de Albuquerque – na época, o cargo de governador era chamado de “Presidente do Estado”. O carioca ficou no no cargo de 25 de fevereiro de 1912 a 25 de fevereiro de 1916. O município de Carlópolis, que antigamente se chamava Jaboticabal, trocou seu nome para também homenageá-lo. Além desse cargo, Cavalcanti foi militar da arma de engenharia, fundador do Corpo de Bombeiros do Paraná, intelectual, orador, poeta, professor, deputado estadual, federal e senador.
Aproximadamente a partir de 1870, a via passou a se chamar Rua do Serrito. Ainda sem infraestrutura alguma, o local recebeu comércios como oficinas, depósitos de lenha e selarias após 1880. Os estabelecimentos se localizavam no trecho que compreende o Largo Bittencourt (Círculo Militar) e a Rua da Graciosa, sendo que na direção oeste que a região fez jus ao nome em função de um aclive que passava a impressão de serra. Com o passar do tempo, a atual Rua Presidente Carlos Cavalcanti foi ganhando importância e recebendo serviços e construções como a residência do Barão do Serro Azul e a chácara do Dr. Augusto Teixeira Freitas (atual Palácio das Telecomunicações).
Antes de homenagear Carlos Cavalcanti, a via se chamava Conselheiro Barradas em referência ao importante personagem histórico no contexto da Guerra do Contestado.
Referências Bibliográficas:
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Avenida João Gualberto

A Estrada da Marinha ou mesmo da ”Graciosa” - que também fez parte das denominações da região – se tornou o principal caminho para “sair” de Curitiba. Ligava a pequena vila até a Serra da Graciosa. Com a estruturação da via, se tornou a Estrada da Graciosa, dando continuidade a Rua da Graciosa.
Inicialmente conhecida como Boulevard Dois de Julho em função da sua beleza, aspectos arborizados e com predominância de requintadas residências, a via passou a homenagear João Gualberto Gomes de Sá Filho na segunda década do século XX após o desfecho da Batalha do Irani. Na época, o local tinha seu trecho compreendido entre a Praça 19 de Dezembro e a atual Rua Comendador Fontana. Destaque para construções imponentes de tradicionais famílias que se destacavam como grandes produtores de erva-mate, políticos importantes e outras personalidades da cidade. Com o crescimento natural do cenário urbano de Curitiba, a Av. João Gualberto ganhou trechos maiores e assenhorou-se no percurso da Estrada da Graciosa até o bairro Cabral. Da região da Igreja Bom Jesus do Cabral para a frente, a denominação continuava Graciosa.
João Gualberto Gomes de Sá Filho nasceu no Recife e com 20 anos se tornou Alferes. Pouco tempo depois, se mudou para o Paraná, servindo o 13º Regimento de Cavalaria do Exército Nacional. Em 1912, foi escolhido para Prefeito de Curitiba, mas não assumiu o posto, pois preferiu comandar o Regimento de Segurança do Estado do Paraná (PMPR).
Referências:
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Rua Emiliano Perneta

Ao longo da história se chamou Rua das Tropas; Saída dos Campos; Caminho de Castro; Rua Nova do Ivo; Rua da Entrada; e Rua Aquidabã. Como Rua da Entrada a via tinha seu cenário marcado como uma comunicação entre a Vila e o Interior do Estado – movimentação importante na primeira metade do século XIX que apresentou tendência de procura por terrenos às margens da região.
Com início no Largo da Ponte – atual Praça Zacarias – a atual Rua Emiliano Perneta passou a ter uma rotina com casas residenciais e importantes comércios. Destaque para as colchoarias; ferrarias; tanoarias; e depósitos de lenha. A movimentação acontecia através das carroças com carregamento de mercadorias.
O combate às margens do Rio Aquidabã que acabou por decretar a morte de Solano López e o fim da Guerra do Paraguai no dia 01 de março de 1870 trouxe uma nova denominação para a via. Em 03 de novembro de 1871 a então Rua da Entrada passaria a se chamar Aquidabã. A morte de Emiliano Perneta em 1921 (Príncipe dos Poetas Paranaenses) culminou com uma nova mudança datada de 16 de janeiro de 1935.
A Rua Emiliano Perneta abrigou e ainda possui em seu trajeto uma série de históricas construções e pontos importantes. Foi sede da Escola Oliveira Bello – inaugurada em 1884 e que se situou na esquina com a Rua Ratcliff (atual Des. Westphalen); Liceu de Artes; Museu Paranaense (Praça Zacarias); redação da publicação Joaquim entre 1946 e 1948; e a Escola Normal.
A Escola Normal ganhou instalação própria em 1922 durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil. O Palácio da Instrução – inaugurado na gestão de Caetano Munhoz da Rocha – é atualmente conhecido como Instituto de Educação do Paraná Prof. Erasmo Pilotto. A instituição foi criada em 1876.
A Rua Emiliano Perneta liga a Praça Zacarias até o Largo Doutor Theodoro Bayna. A via corta importantes pontos como as Ruas Brigadeiro Franco e Visconde de Nácar.
Referências:
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
HOERNER Jr, Valério. Curitiba, 1900. Curitiba, 1984. 88p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.
GAZETA DO POVO. Curitiba de musas e símbolos. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br>.
Muzzillo, Camila. 1001 ruas de Curitiba. Organizado por Camila Muzzillo. Curitiba. Artes & Textos. 2011. 240p

Rua Riachuelo

A antiga “Rua Carioca do Campo” é hoje a Riachuelo, que fica no centro da cidade e liga a antiga prefeitura – atual Paço da Liberdade - até a Praça 19 de Dezembro.  Servia de ligação para o litoral do estado – na época “Província”. Além disso, ligava o Caminho da Marinha, como era conhecida a atual Av. João Gualberto, ao centro da cidade.
Ao longo da história, a via teve ainda mais denominações, como Rua Lisboa, Rua dos Veados e Rua do Campo. O “dom” para o comércio nasceu cedo na região, aproximadamente em 1850. Os principais comerciantes eram portugueses, que vendiam propriedades, ferragens e secos e molhados. Foi essa vocação que fez surgir um maior interesse da Prefeitura pela região. Com o fluxo de pedestres aumentando cada vez mais, a via foi pavimentada.
Em 1871, a via passou a se chamar Riachuelo, entre a Rua Direita e o Largo da Carioca. O nome é referente a uma lembrança da Batalha do Riachuelo, na Guerra do Paraguai. Nos anos seguintes, a proximidade com o Mercado Municipal da época; a inauguração da Estrada de Ferro, em 1885; e do Passeio Público, em 1886, deixaram a região ainda mais movimentada, definindo a Riachuelo como uma importante região comercial da cidade.
Com a inauguração dos bondes, em 1887, a rua começou a ter traços mais modernos. Posteriormente, a influência de imigrantes europeus também mudaria a cara da região, tornando-a “cosmopolita”. Na metade do século XX, uma nova mudança étnica aconteceu na região. Os sírios-libaneses começaram a comprar os estabelecimentos de italianos, alemães e portugueses, que começaram a se agrupar em regiões periféricas da cidade – como no caso do bairro italiano de Santa Felicidade.
Nos últimos 40 anos, a Riachuelo foi perdendo seu brilho. O descuido das autoridades, somadas a desvalorização dos imóveis, deixou a região abandonada. Uma revitalização se fazia cada vez mais necessária, e há poucos anos isso começou. As vias da região foram consertadas, as calçadas reconstruídas, a iluminação ampliada e a polícia voltou a frequentar mais a região. As ações ainda não trouxeram o glamour de tempos anteriores, mas já deram uma nova cara a região.
Alguns destaques da Rua: Palácio Riachuelo e o Relógio Centenário.
Referências:
BOLETIM INFORMATIVO DA CASA ROMÁRIO MARTINS. Cores da Cidade: Riachuelo e Generoso Marques. Curitiba: FCC. 1996. 90p.
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Alameda Dr. Muricy

A antiga ‘’Rua da Assembleia’’ é atualmente a Alameda Dr. Muricy, que liga o Centro Histórico a Av. Visconde de Guarapuava, cortando importantes e históricas ruas como a Emiliano Perneta e a XV de Novembro.
O nome é uma homenagem a José Cândido da Silva Murici, o Dr. Murici (1827-1879). Natural de Salvador, o médico veio até o Paraná para se tornar um dos fundadores do Museu Paranaense e da Santa Casa de Misericórdia.
A homenagem a Murici aconteceu em 1912. Até então, o caminho de barro era conhecido como Rua da Assembleia e abrigava alguns estabelecimentos “das ditas mulheres de vida fácil, sendo a mais famosa a da francesa Madame Ginet”. No local – na esquina da Rua Cândido Lopes – funcionou a primeira Câmara de Deputados de Curitiba.
A Alameda Dr. Muricy abriga em sua paisagem urbana importantes edificações do cenário curitibano. Ao longo da região é possível observar uma série de prédios considerados UIPs (Unidades de Interesse de Preservação), além da Casa Andrade Muricy e o Palácio Garibaldi, considerados Bens Tombados pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná. A Alameda possui uma extensão de cerca de 1,2 km.
Referências:
O ESTADO DO PR. Curitiba 287 anos. Texto de Cid Destefani.
GAZETA DO POVO. Ruas de Curitiba – Alameda Doutor Muricy. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br>.
Muzzillo, Camila. 1001 ruas de Curitiba. Organizado por Camila Muzzillo. Curitiba. Artes & Textos. 2011. 240p
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p

Rua do Rosário

A Rua do Rosário teve ao longo de sua história a presença de ilustres moradores. Destaque para José Hauer Sênior – proprietário da primeira usina elétrica de Curitiba e que construiu na via a mansão conhecida como Castelo Hauer. Outro notório residente foi Waldemar Curt Freyesleben, artista renomado e um dos fundadores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. O curitibano teve Alfredo Andersen como mestre de sua trajetória na arte.
Durante a década de 1940, a Rua do Rosário também abrigou importantes estabelecimentos como a Padaria do Max Rosenmann; Funerária Falce; Marmoria Vardanega; e a Pensão Paranaense. O clima pacato da época só era substituído pelo sino da Igreja do Rosário que avisava a chegada de um novo funeral. No início dos anos de 1970, a Rua do Rosário teve parte da sua extensão fechada para veículos. A liberação – em função do comércio e de uma alternativa viária na região – aconteceu no final da década de 1990.
O nome é uma referência a Igreja do Rosário – construção localizada no fim da via. O local já se chamou Rua Nova do Rosário (1773) e Rua Nova de Nossa Senhora do Rosário. Torna-se um caso atípico ao manter o nome sem grandes alterações ao longo do tempo.
Referências:
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
Texto de Cid Destefani.
GAZETA DO POVO. Carros voltam à Rua do Rosário. 1997.

Rua São Francisco

A longo da sua história a Rua São Francisco já se chamou Rua do Hospício; do Riachuelo; do Terço; e a mais antiga denominação – datada de 1786 – Rua do Fogo. O nome atual é de 1867.
O nome de Rua do Fogo não veio em vão. Antes de se tornar a tradicional São Francisco, a via tinha seu cenário marcado por uma legião de senhoras que se aproveitavam das pensões ou “casas de cômodo” próximas com o intuito de ganhar a vida através do que viria a ser chamado de lenocínio, ou mesmo, cafetinagem. Por muito tempo a Rua do Fogo acabou esquecida dos projetos urbanos de Curitiba, causando uma debandada de comerciantes e moradores. A primeira grande preocupação aconteceu com a proibição de concessões para novas instalações na região, o que gerou a mudança das “profissionais” para a Rua Ratcliff, atual Westphalen.
As perturbações da Rua do Fogo não tiveram fim. Após pressão da Câmara e de políticos, a via passaria a se chamar São Francisco, em homenagem ao das Chagas, e que no imaginário da época traria um conceito mais moral e de respeito ao local. Localizada no coração de Curitiba, a Rua São Francisco é uma das mais tradicionais e antigas da cidade. Atualmente, mesmo após uma revitalização recente, ainda é possível contemplar aspectos históricos como a antiga calçada e a argola usada para prender animais. Segundo Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba, esta argola se localiza em frente à antiga Ferraria dos Tod, estabelecimento que daria outra hipótese para o nome de Rua do Fogo em função do forno no local.
A revitalização recente, além de preservar a história, trouxe importantes melhorias para a região. As calçadas foram alargadas, passando em um dos lados de 2 metros para cerca de 3,5 metros com implantação de placas de concreto de alta resistência na cor vermelha, e a iluminação pública ganhou o reforço de mais de 30 postes e arandelas com o intuito de destacar a fachada dos imóveis da região.
Referências:
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Rua Marechal Deodoro

A Rua do Comércio já tinha uma base mercantil desde o século XIX. Nesta época, o local passou a receber uma série de estabelecimentos como depósitos de lenha, ferrarias, pequenas lojas, entre outros. Com o tempo, se tornou a Rua Marechal Deodoro, que atualmente é ocupada por muitos bancos, lojas de departamento, escritórios, lanchonetes, bancas de revista e de frutas, galerias e vários outros pontos comerciais. A via tem mais de 3 km de distância, começando no viaduto da Av. Marechal Humberto de A. Castelo Branco e terminando na Praça Zacarias, passando pelos bairros do Alto da XV e Centro. Antes de relembrar o espírito republicano de Marechal Deodoro e ser conhecida como Rua do Comércio, a via, na primeira metade do século XIX, era conhecida por Rua Nova da Carioca e Carioca de Baixo, época que apresentava movimento apenas entre o Largo Zacarias (Praça Zacarias) e a Travessa da Matriz. A frequente presença de viajantes e tropeiros do interior no trajeto em questão acabou por dar uma nova fisionomia à via.
Manuel Deodoro da Fonseca (1827 – 1892) foi um importante militar e político brasileiro. Participou da Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889, e se tornou o primeiro presidente do país (1889 – 1891). Suas principais ações no cargo visavam à efetiva implantação de um regime de Estado Republicano. Alagoano, e filho de também militar, foi também Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul e comandante do 2° Batalhão dos Voluntários da Pátria.
Referências:
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Rua Barão do Serro Azul

A Rua do Nogueira recebeu esse nome quando o então Presidente Provincial Antonio Barbosa Simas Nogueira mudou a sede do governo para uma casa de sua propriedade localizada na via. A residência ficava na esquina com a Rua de Serrito, atual Carlos Cavalcanti. Com isso, a antiga Rua do Louro passou a levar o nome do político.
Os primeiros registros da atual Rua Barão do Serro Azul remetem a simplicidade e ao ano de 1840, época em que Curitiba não registrava mais de seis mil habitantes. Com a construção da Estrada da Graciosa, que cortava a Serra de mesmo nome, a Rua do Nogueira passou a se chamar Rua da Graciosa, e teve seu caminho estendido até o Largo da Carioca - atual Praça Dezenove de Dezembro. A partir desse ponto, a “rua” passava a ser a “Estrada”. O progresso aumentou a sua importância, tornando a região um espaço para importantes construções como a Fundição Gottlieb Mueller, que mais tarde viria a se tornar o atual Shopping Mueller.
Atualmente, o logradouro se chama Rua Barão do Serro Azul, em homenagem ao maior exportador de erva-mate do Paraná. Ildefonso Pereira Correia(1849 – 1894), como era seu nome, nasceu em Paranaguá e foi considerado por alguns anos o maior produtor de erva-mate do mundo. Sua residência mais conhecida é hoje o Espaço Cultural Solar do Barão. Ao longo da história a via também foi chamada de Rua Nova da Entrada; Rua da Entrada; Rua Nova do Chafariz da Cruz; Rua do Loureiro; e Rua do Oceano Atlântico.
Referências:
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

Alameda Dr. Muricy

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No ano de 1857, Curitiba tinha 12 vias importantes, pelas quais a população passava diariamente. Eram elas a Rua do Fogo, Rua Direita, Rua da Entrada, Rua da Carioca, Estrada da Marinha, Rua Fechada, Rua do Rosário, Rua do Nogueira, Rua das Flores, Rua do Comércio, Rua do Saldanha e Rua da Assembleia.
A antiga ‘’Rua da Assembleia’’ é atualmente a Alameda Dr. Muricy, que liga o Centro Histórico a Av. Visconde de Guarapuava, cortando importantes e históricas ruas como a Emiliano Perneta e a XV de Novembro.
O nome é uma homenagem a José Cândido da Silva Murici, o Dr. Murici (1827-1879). Natural de Salvador, o médico veio até o Paraná para se tornar um dos fundadores do Museu Paranaense e da Santa Casa de Misericórdia.
A homenagem a Murici aconteceu em 1912. Até então, o caminho de barro era conhecido como Rua da Assembleia e abrigava alguns estabelecimentos “das ditas mulheres de vida fácil, sendo a mais famosa a da francesa Madame Ginet”. No local – na esquina da Rua Cândido Lopes – funcionou a primeira Câmara de Deputados de Curitiba.
A Alameda Dr. Muricy abriga em sua paisagem urbana importantes edificações do cenário curitibano. Ao longo da região é possível observar uma série de prédios considerados UIPs (Unidades de Interesse de Preservação), além da Casa Andrade Muricy e o Palácio Garibaldi, considerados Bens Tombados pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná. A Alameda possui uma extensão de cerca de 1,2 km.
Referências:
O ESTADO DO PR. Curitiba 287 anos. Texto de Cid Destefani.
GAZETA DO POVO. Ruas de Curitiba – Alameda Doutor Muricy. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br>.
Muzzillo, Camila. 1001 ruas de Curitiba. Organizado por Camila Muzzillo. Curitiba. Artes & Textos. 2011. 240p
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p